As ruas são revestidas de um calor do continente
Do continente do amor
Tudo é fragmento, tudo é mistura
Todos são artistas do Pós Modernismo afroencantador.
São todos negris
Mesmo sem consciência cultural
Seus gostos de música são febris
Herança bela do continente do amor no mundo atual.
E onde está a raça?
A raça é a humana que une todos os povos.
O que desune é a ignorância de não suportar a diferença.
Isso sim- não tem graça.
Minha cidade é negra, seu sinhô
A cidade negra da paz
Mestiços que se acham “branquelos”
São patetas de cor lilás.
A minha cidade tem cores lindas
A minha cidade tem mil amores
A minha cidade tem poetas
Do nosso mundo de negros sabores.
A música mais clássica é batucada
A flor mais bela é a do cabelo pixaim
A mais europeia está de passada
Porque Deus existe sim.
E esse povo pisoteado?
É símbolo Pós Moderno da liberdade
Não me venham falar
Não me venham deixar cantado
A ópera opressora da inverdade.
Meu discurso é minha origem
Contra o capitalismo fatal
Comprar, eles de mim exigem
Se não compro eu sou o próprio mal.
Quem é Pós Moderno é misto
De poder, cultura e alegria
Ria, sua cidade é negra
E ela existe na Bahia.
NÃO É BOM SER PURO!
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Ao professor Marcos Bagno, grande Linguista brasileiro, doutor em Filologia
pela Usp e o maior nome brasileiro ...






