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Poema CIDADE NEGRA

As ruas são revestidas de um calor do continente


Do continente do amor

Tudo é fragmento, tudo é mistura

Todos são artistas do Pós Modernismo afroencantador.



São todos negris

Mesmo sem consciência cultural

Seus gostos de música são febris

Herança bela do continente do amor no mundo atual.



E onde está a raça?

A raça é a humana que une todos os povos.

O que desune é a ignorância de não suportar a diferença.

Isso sim- não tem graça.



Minha cidade é negra, seu sinhô

A cidade negra da paz

Mestiços que se acham “branquelos”

São patetas de cor lilás.





A minha cidade tem cores lindas

A minha cidade tem mil amores

A minha cidade tem poetas

Do nosso mundo de negros sabores.



A música mais clássica é batucada

A flor mais bela é a do cabelo pixaim

A mais europeia está de passada

Porque Deus existe sim.



E esse povo pisoteado?

É símbolo Pós Moderno da liberdade

Não me venham falar

Não me venham deixar cantado

A ópera opressora da inverdade.



Meu discurso é minha origem

Contra o capitalismo fatal

Comprar, eles de mim exigem

Se não compro eu sou o próprio mal.



Quem é Pós Moderno é misto

De poder, cultura e alegria

Ria, sua cidade é negra

E ela existe na Bahia.

POEMA "INCERTEZAS" por um grande poeta grapiúna

AS INCERTEZAS ME DEIXAM EM CIMA DO MURO
FRENTE A CAMINHOS SITÚ-OPOSICIONAIS.
ALGUNS FELIZES OUTROS MORTAIS;
SE MORTAIS ACABA-SE TUDO.

SE FELIZES, ABRE-SE UM MUNDO DE PAZ;
PAZ NUM MUNDO DUELÍSTICO,
CERTO E ERRADO, REAL E MÍSTICO,
TUDO E NADA, DO CAPAZ E INCAPAZ...

SOMOS TUDO E NADA.
E PODEMOS SER O CAMINHO DO MEIO,
ENTRE O BONITO E O FEIO.

E ESCOLHER MAIS UMA CAMINHADA,
QUE VAI DAR EM MAIS UMA DUALIDADE
NESSE MUNDO ENFERMO DE PAZ E MALDADE.


SARRACENO 31/05/2009

O poeta é professor e estudante acadêmico de Letras na Universidade Estadual de Santa Cruz.
Apreciador da obra de Machado de Assis, Márcio, que escreve com o heteronônimo de "Sarraceno" demonstra um pouco desse pessimismo no poema supraescrito.

DESCONSTRUÇÃO

Eu estou vestido de um branco incomum
Sem marca pintada pra me alienar
Eu sou ninguém, sou um marco nulo
Meu nome é fulano, sou um nada a pensar.


Não sou pós-Modernidade
Não visto as classes dominantes
Nem falo o dialeto dela, trivial.


Não discurso com a norma padrão.
Meu nome, todos devem saber
Não é mentira, não é mistério:
Meu nome é desconstrução!


Não sou papagaio do sistema
Nem defensor da constituição
O meu discurso não faz parte do modelo
Não sou espelho, nem canonização.


Me batam, me cuspam!
Se a ênclise me falta.
Não falta a ironia
Paradoxo é a minha pauta.


Mas, ó, ó não pisem
Na memória deste pobre
Anjo torto da Bahia.


Eu estou vestido de um branco esquecido
Pelo espelho do narcisista televisionado,
Do telespectador estereotipado,
Da nossa sociedade fútil e banal.

MARQUISE

IMPOSSÍVEL NÃO SER UM POETA SOCIAL...


ATÉ QUANDO ESSA REALIDADE DAS RUAS? A VOZ DO CAPITALISMO FALA MAIS ALTO...



MARQUISE



Vivem debaixo da marquise

Chorando, cantando e sonhando

São os esquecidos do mundo

Seus sonhos são os seus meninos candos.



Se passam fome, o mundo não enxerga

Se gritam, não há alerta.

Sua voz é algo irreal

É fantasma, brincadeira e silêncio fatal.



E o país de todos,

Onde está que não se vê?

Somos todos, todos loucos

Que escrevemos para alguém ler.



Vivem debaixo da marquise

Da marquise do mundo maldito

São poetas, crianças e senhoras

Que acreditam num mundo bendito.




GABRIEL NASCIMENTO

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SONETO ITABUNA


OLÁ PESSOAL! ESTE É O MEU MAIS NOVO ESPAÇO DE POESIA DENTRO DO MEU BLOG. ESTAVA REALMENTE PRECISANDO ORGANIZAR O MEU ESPAÇO NA INTERNET, NÃO É? COLOCAR POESIA EM UM ESPAÇO, CRÔNICA EM OUTRO, O ROMANCE EM OUTRO... RSRSRSRSRSR. ESPERO QUE GOSTEM! É UM POUCO DA MINHA CULTURA...


AÍ NESSA FOTO CURTINDO UM DOS DOMINGOS MAIS FELIZES EM ITABUNA. A ESSA CIDADE APRESENTO UM SONETO MEU AGORA:




ITABUNA


Da humilde origem das tabocas

Que sutilmente prediziam o porvir

Itabuna, tu és bela

Isso todos têm que ouvir!



Um rio te divide em dois lados

Cara senhorita do viver!

Teu Firmino, aqui tanto amado...

É lindo em ti o amanhecer!



Grande pela singeleza!

Ó, amável pela beleza

Tristeza em ti não deve existir!



Cidade única e amada

Itabuna, minha louvada

Quero ser sempre teu ser.





Gabriel Nascimento

INVERÍDICO

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Fui a Plutão
E de lá eu avistei
Um bichinho pequenino
Brincando de homem bonzinho.

Lá de Plutão não avistei
Uma só fábrica lá embaixo
Nem lamúrias, nem penúrias
Mundo feliz era o mundo de lá.

Lá de Plutão eu avistei
O soneto do menino doente
Contado de uma forma diferente
Era o fim da quimera
Aquela maldita fera
E o regime mudara
Na escola da aldeia global.

Eram adultos
Brincando de pequeninos
Tecendo a felicidade
Numa fábrica maior que o mal.

De lá, não avistei nenhuma guerra
Embora aquele fosse o planeta Terra
Não existia aquele odor
Radioativo e atômico
Construído pelo chacal.

Quem é o chacal
Que jamais me fiz ouvir?
O que é a quimera
Que jamais me fiz dizer?

O que é a Terra
Que não vejo, não falo e não
Sei ler!

O que é Plutão
Ah, aquele bairro de Petrópolis
Que cheguei e andei a pé.

Enquanto isso lá na Terra...
Era o abrevio do incolosso
E é o abrevio do inverídico
Que te fiz passar.


Gabriel Nascimento, 09-11-2005

NU COM COLAR

Nu com colar
Por mais nu que seja

Nu com colar
Tu estás, ó chacal
Abominando a aldeia global
Nu que só tu
Com um falso colar
Que a nudez não lhe torna imune.

Nu com colar
A Tróia de cá
Um muro a derrubar
Mona Lisa a cirandar.

Colar manual
Imposto a aldeia global
Nudez natural
Insoberania do chacal.

Nu com colar
Até que a sorte seja-lhe adversa
O colar a derrubar
O chacal a extirpar.

Nu
com
colar.

O colar
Que chacinas formula
Passo a passar
A humanidade a acabar
Não seja nu com colar
Seja nu a desenhar
E que não haja desenhista a visar.

Vincismo° a mostrar
Nu com colar.

Gabriel Nascimento

°Relacionado a Leonardo da Vinci e seu quadro Nu com colar.